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Você sabia que os vírus não morrem? Entenda por que isso importa na sua limpeza
Eu acredito que todo mundo se lembra da pandemia, de ter ficado confinado em casa por causa de um vírus e da imensa dor que esse período trouxe a inúmeras famílias. Foram meses de medo, incerteza e luto que marcaram a história da humanidade.
Mas você sabe realmente o que é um vírus?
Os vírus não se encaixam na classificação tradicional dos reinos biológicos, pois não são considerados seres vivos: não têm metabolismo próprio, não respiram nem produzem energia. Fora de uma célula hospedeira, são completamente inertes. Por isso, são classificados como parasitas intracelulares obrigatórios: dependem integralmente da maquinaria bioquímica da célula hospedeira para se replicar (1).
Mas nem todos os vírus são inimigos. O corpo humano abriga um vasto conjunto de vírus, o viroma humano, que inclui os bacteriófagos (vírus que infetam bactérias). Estes vírus são componentes essenciais da nossa microbiota intestinal, onde atuam como reguladores naturais das populações bacterianas, ajudando a manter o equilíbrio entre os microrganismos que nos habitam (2, 3). Além disso, ao longo da evolução, genes virais foram incorporados ao nosso genoma e hoje desempenham funções importantes na nossa biologia (4). Ou seja: o problema não é o vírus em si, mas o tipo de vírus e o contexto.
Qual é a estrutura de um vírus?
Estruturalmente, um vírus é simples: material genético (DNA ou RNA) envolvido por uma cápsula proteica, chamada capsídeo, que protege o genoma viral contra a degradação e ancora o vírus a receptores específicos na célula hospedeira durante a infecção (1).
Alguns vírus ainda têm uma camada extra de gordura ao redor do capsídeo: o envelope viral, uma bicamada lipídica derivada da membrana da célula hospedeira, repleta de glicoproteínas virais na superfície (1).
E aqui está o ponto crucial:
Nos vírus envelopados, quem entra em contato com a célula hospedeira é o envelope, não o capsídeo. São as glicoproteínas do envelope que se ligam aos receptores da célula e permitem a fusão e invasão (1). Por isso, destruir o envelope com álcool, detergentes ou sabões significa inativar o vírus, ou seja, incapacitá-lo de invadir a célula e se replicar.
Foi exatamente por isso que, durante a pandemia de SARS-CoV-2 (um vírus envelopado da família Coronaviridae), a recomendação era lavar as mãos constantemente e higienizar tudo o que se comprava e o que se tocava. O envelope lipídico do SARS-CoV-2 é sensível ao álcool, aos detergentes e aos sabões, por isso, ao lavar as mãos, você dissolve essa bicamada lipídica e o vírus é inativado (5, 6). O mesmo vale para o vírus da gripe (influenza), também envelopado (7).
Já nos vírus não envelopados (nus), como a própria classificação indica, não há envelope. O capsídeo fica exposto e é ele próprio quem entra em contato direto com a célula hospedeira. Por isso, eles são muito mais resistentes a sabões e detergentes, pois não há uma camada lipídica a ser dissolvida (8).
Para inativá-los, é necessário usar métodos como calor (o norovírus, por exemplo, apresenta redução de 90% da infectividade em apenas 3,4 minutos a 60 °C), cloro/hipoclorito de sódio (lixívia), ozônio, radiação UV ou desinfetantes químicos de amplo espectro (como o Vircov Bac 360)(8, 9, 10).
A boa notícia é que, para a maioria dos vírus envelopados, que incluem os grandes responsáveis por surtos e pandemias das últimas décadas (SARS-CoV-2, influenza, Ebola, HIV), medidas simples, como lavar as mãos e usar álcool 70%, já são suficientes para inativá-los (5, 10). E, para os não envelopados, há soluções profissionais: o Vircov Bac 360, da Inokem (que usamos na Premi1), é um exemplo (11).
Por que isso importa na sua limpeza?
Vírus envelopados (SARS-CoV-2, gripe) são mais frágeis: sabão, detergente e álcool já os inativam (5, 7).
Vírus não envelopados (norovírus, adenovírus) são mais resistentes: por isso, exigem desinfetantes químicos de amplo espectro (8, 9).
Uma limpeza superficial remove a sujeira visível, mas não garante a inativação viral.
Mas fique sossegado, pois produtos profissionais de qualidade, como o Vircov Bac 360 que usamos na Premi1, são testados e aprovados contra vírus envelopados e não envelopados, cumprindo a norma europeia EN 14476 (11). Não precisa se preocupar em identificar o vírus, pois o desinfetante certo faz o trabalho por completo. Na Premi1, cada superfície é tratada com o produto adequado ao tipo de risco microbiológico e com o cuidado necessário a cada tipo de superfície. Porque limpeza não é só estética — é ciência aplicada à proteção de quem você ama.