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Passamos um terço da nossa vida a dormir. O sofá é onde descansamos, vemos televisão, recebemos visitas. E raramente pensamos no que está a acumular-se ali dentro — ano após ano.
Um estudo da Universidade de Purdue demonstrou que passamos cerca de um terço das nossas vidas na cama, onde estamos expostos a uma miríade de partículas biológicas ressuspendidas durante o sono (1). O que se acumula num colchão ao longo dos anos é impressionante.
Descamamos entre 1 a 1,5 gramas de pele por dia. Grande parte fica no colchão, servindo de alimento para os ácaros. Perdemos entre 200 ml a 500 ml de suor por noite — o colchão absorve tudo, criando um ambiente húmido e quente ideal para microrganismos. Os ácaros do pó doméstico (Dermatophagoides pteronyssinus e Dermatophagoides farinae) produzem alergénios como Der p 1 e Der f 1, que se acumulam nos colchões e são uma das principais causas de asma e rinite alérgica em todo o mundo. Uma meta-análise recente de ensaios clínicos randomizados confirmou que a redução da exposição a estes alergénios é fundamental para o controlo da doença alérgica (2).
O ambiente quente e húmido do colchão é também o habitat ideal para bactérias (Staphylococcus, Bacillus) e fungos diversos. Uma revisão abrangente sobre contaminação microbiana em ambientes interiores identificou os têxteis domésticos como reservatórios significativos de microrganismos com potencial patogénico (3).
No sofá, a situação é semelhante, mas com agravantes: restos de comida, pelos de animais, derrames de bebidas e o contacto direto com a roupa da rua. Estudos microbiológicos indicam que os estofos podem acumular cargas bacterianas significativamente superiores às encontradas noutras superfícies domésticas (3).
Passar o aspirador no colchão ou no sofá remove a sujidade superficial — pó, pêlos, migalhas. Mas não resolve o que está dentro das fibras.
Um estudo que investigou a aspiração diária de colchões concluiu que esta prática reduz significativamente os níveis de alergénios de ácaros, endotoxinas bacterianas e β-glucano fúngico no pó do colchão (4). No entanto, os investigadores utilizaram aspiração prolongada e sistemática — muito diferente da passagem rápida que a maioria das pessoas faz em casa.
A realidade é que os ácaros vivem nas camadas profundas do tecido e do enchimento, onde o aspirador doméstico não alcança. O suor e os fluidos corporais penetram até ao núcleo do colchão, formando um biofilme. As bactérias formam colónias que o aspirador superficial não alcança. E os alérgenos dos ácaros aderem às fibras e precisam de extração por injeção-extração para serem removidos. Apenas uma higienização profissional, com equipamentos específicos, consegue extrair o que está acumulado nas camadas mais profundas.
A frequência recomendada para a higienização profissional de colchões e sofás baseia-se na acumulação progressiva de alergénios, microrganismos e matéria orgânica, que aumenta exponencialmente com o tempo de uso (2, 4).
Em situações de uso normal, a cada 12 meses é suficiente para manter os níveis de alergénios e carga microbiana controlados. Para pessoas com alergias ou asma, a recomendação é a cada 6 meses — a meta-análise de Sobczak, Kowal e Pawliczak (2025) demonstrou que a redução consistente da exposição aos alergénios dos ácaros melhora significativamente os sintomas respiratórios em doentes alérgicos (2).
Para crianças pequenas ou bebés, a limpeza e higienização de colchões também devem ser realizadas a cada 6 meses, pois o sistema imunitário em desenvolvimento é mais vulnerável. Se tem animais de estimação, a cada 6 meses, os pelos e a caspa animal aumentam significativamente a carga orgânica nos estofos. Para um sofá de uso intenso na sala de estar, a cada 6 a 12 meses, já que acumula sujidade da rua, restos de comida e microrganismos trazidos da via pública.
Os sinais de que está na hora incluem acordar com congestão nasal, espirros matinais, agravamento de alergias sem causa aparente, manchas visíveis, odores ou simplesmente — nunca ter sido limpo desde que o comprou.
O processo que a Premi1 segue é um protocolo rigoroso de várias etapas, cada uma com um objetivo específico.
Inspeção e Aspiração Profunda com Filtro HEPA
Antes de qualquer produto, o profissional examina o colchão ou sofá: tipo de tecido, manchas, nível de sujidade. Depois, aspira toda a superfície com um aspirador equipado com filtro HEPA (99,97%), que captura partículas microscópicas, incluindo alergénios de ácaros e esporos de fungos, sem as devolver ao ar. O estudo de Krop et al. (2012) demonstrou que a aspiração com filtros de alta eficiência reduz significativamente a concentração de endotoxinas e β-glucano no pó doméstico (4).
Aplicação de Vapor de Alta Temperatura
Entre a aspiração e a aplicação de produtos, utiliza-se vapor de alta temperatura (120°C a 180°C) sobre toda a superfície do colchão ou sofá. Este passo tem duas funções: eliminar microrganismos à superfície e "amolecer" as sujidades incrustadas nas fibras, preparando o tecido para as etapas seguintes.
Aplicação do Flotator (Desincrustante)
Aplica-se o Flotator — um produto desincrustante profissional que atua sobre a sujidade orgânica acumulada nas fibras. Deve-se deixar atuar durante 10 a 20 minutos para que penetre em profundidade e dissolva gorduras, sebo corporal e outros resíduos incrustados.
Esfregação
Segue-se uma esfregação cuidadosa com escovas adequadas, garantindo que a solução penetre em todas as fibras e que a sujidade incrustada seja totalmente desalojada.
Extração
O produto com os resíduos de sujeira do colchão é extraído com um equipamento profissional, removendo todos os resíduos de detergente e a sujidade dissolvida.
Higienização com Bactericidas e Fungicidas
Após a extração inicial, é feita a higienização com produtos bactericidas e fungicidas de largo espectro, que eliminam os microrganismos remanescentes nas fibras.
Segunda Esfregação e Extração Final
Após o tempo de atuação dos produtos de higienização, faz-se uma nova esfregação seguida de extração final, removendo qualquer excesso de produto e garantindo que a superfície fique limpa e praticamente seca.
Nebulização Final
Para finalizar, aplica-se uma névoa fina de produto de higienização que cobre todas as superfícies, incluindo costuras, dobras, laterais e zonas de difícil acesso. A nebulização garante uma desinfeção tridimensional, prolongando a proteção.
Referências